Palavras e gestos...
Muito
se tem feito de certo e de errado com essas duas “ferramentas” – (ou “armas”?)
Pensar que um gesto do polegar do imperador significava vida ou morte, que uma palavra mal
interpretada podia condenar alguém à
fogueira, que uma trégua que salvaria mil vidas poderia ser iniciada com o
simples balançar de um lenço branco e que nas guerras mais sangrentas a rendição
de um país inteiro se dava com palavras traçadas num pedaço de papel...
É forte, é sério, pensar nesse poder que está frequentemente em
nossas mãos , em nossos lábios... Palavras e gestos podem devolver a vida ,
começar uma guerra, amansar ódios, desencadear a paz, iluminar e orientar ou
confundir de vez os corações e as mentes...
Ajudaria muito
se pensássemos antes de emitir sons. Avaliar o que eles podem provocar. Uma vez
enunciada, a palavra dificilmente tem “volta”. Claro que sempre poderemos
tentar corrigir uma injustiça ou um mal entendido, mas... tudo fica bem mais
complicado...
Em vez de ter
tanta pressa em falar, emitir opinião, porque não ouvir? Não vamos mais tarde
dizer “ah, se eu soubesse não teria dito...” Seria bem mais acertado dizer “ah,
se eu tivesse ouvido, não teria dito”...
Só com esforço
e muita luta alcançaremos a sabedoria e
a prudência.
Mas se não
começarmos nunca...
Nelly, 24/04/2012

