Porque não se limitaram a
contemplá-lo, ou a venerá-lo e a beijar-lhe as chagas, mas procuraram revivê-lo
em si mesmos. E quem sofre e está na escuridão enxerga mais longe do que quem
não sofre, exatamente como é necessário o sol se pôr para que se vejam as
estrelas.
O sofrimento ensina aquilo que não se
pode aprender de nenhuma outra maneira. Ele ocupa a mais alta cátedra.
É mestre de sabedoria e quem possui a
sabedoria é bem-aventurado (cf. Provérbios 3,13). “Bem-aventurados os aflitos,
porque serão consolados” (Mateus 5,5), não só com o prêmio na outra vida, mas
também com a contemplação de realidades celestes já na terra.
É preciso aproximar-se de quem sofre com
aquela reverência e até mais com que outrora nos aproximávamos dos anciãos,
quando deles esperávamos a sabedoria.
Chiara Lubich
